{"id":654,"date":"2021-10-11T07:00:00","date_gmt":"2021-10-11T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/?p=654"},"modified":"2021-10-06T01:17:36","modified_gmt":"2021-10-06T04:17:36","slug":"capitulo-xiii-que-a-mao-esquerda-nao-saiba-o-que-faz-a-direita-itens-7-e-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/?p=654","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo XIII &#8211; Que a m\u00e3o esquerda n\u00e3o saiba o que faz a direita &#8211; Itens 7 e 8."},"content":{"rendered":"\n<p>Convidar os pobres e os estropiados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7<\/strong>.<em>&nbsp;Disse tamb\u00e9m \u00e0quele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, n\u00e3o convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irm\u00e3os, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida n\u00e3o vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de v\u00f3s receberam. \u2014 Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. \u2014 E sereis ditosos por n\u00e3o terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso ser\u00e1 retribu\u00eddo na ressurrei\u00e7\u00e3o dos justos.<br><\/em><br><em>Um dos que se achavam \u00e0 mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do p\u00e3o no reino de Deus!&nbsp;<\/em>(S. Lucas, 14:12 a 15.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8<\/strong>. \u201cQuando derdes um festim, disse Jesus, n\u00e3o convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.\u201d Estas palavras, absurdas se tomadas ao p\u00e9 da letra, s\u00e3o sublimes, se lhes buscarmos o esp\u00edrito. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, algu\u00e9m re\u00fana \u00e0 sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O \u00e2mago do seu pensamento se revela nesta proposi\u00e7\u00e3o: \u201cE sereis ditosos por n\u00e3o terem eles meios de vo-lo retribuir.\u201d Quer dizer que n\u00e3o se deve fazer o bem tendo em vista uma retribui\u00e7\u00e3o, mas t\u00e3o-s\u00f3 pelo prazer de o praticar. Usando de uma compara\u00e7\u00e3o vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por&nbsp;<em>festins&nbsp;<\/em>deveis entender, n\u00e3o os repastos propriamente ditos, mas a participa\u00e7\u00e3o na abund\u00e2ncia de que desfrutais.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, aquela advert\u00eancia tamb\u00e9m pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos n\u00e3o convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convid\u00e1-los! Outros, ao contr\u00e1rio, encontram satisfa\u00e7\u00e3o em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem n\u00e3o os conta entre os seus? Dessa forma, grande servi\u00e7o, \u00e0s vezes, se lhes presta, sem que o pare\u00e7a. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a m\u00e1xima de Jesus, se o fazem por benevol\u00eancia, sem ostenta\u00e7\u00e3o, e sabem dissimular o benef\u00edcio, por meio de uma sincera cordialidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTUDO A RESPEITO DO TEXTO: Cap\u00edtulo XIII &#8211; Que a m\u00e3o esquerda n\u00e3o saiba o que faz a direita &#8211; Itens 7 e 8<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus disse ao fariseu que o tinha convidado<em>: \u201cQuando voc\u00ea der um almo\u00e7o ou jantar, n\u00e3o convide amigos, nem irm\u00e3os, nem parentes, nem vizinhos ricos. Porque esses ir\u00e3o, em troca, convidar voc\u00ea. E isso ser\u00e1 para voc\u00ea recompensa. Pelo contr\u00e1rio, quando voc\u00ea der uma festa, convide pobres, aleijados, mancos e cegos. Ent\u00e3o voc\u00ea ser\u00e1 feliz! Porque eles n\u00e3o lhe podem retribuir. E voc\u00ea receber\u00e1 a recompensa na ressurrei\u00e7\u00e3o dos justos\u201d<\/em>. Lc, 14: 12-14<\/p>\n\n\n\n<p>Dois preceitos encerram toda a religi\u00e3o e toda a moral: <em>\u201cAmemo-nos uns aos outros\u201d<\/em> e <em>\u201cFa\u00e7amos a outrem o que queremos que nos fa\u00e7am\u201d<\/em>. Se fossem seguidos no mundo em que vivemos, n\u00e3o haveria nele \u00f3dio nem diverg\u00eancias. E mais: n\u00e3o haveria pobreza, porque muitos pobres se alimentariam do sup\u00e9rfluo da mesa de cada rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na linguagem quase sempre figurada que Jesus usava para falar aos homens de seu tempo \u2013 incapazes de compreender as sutilezas do pensamento \u2013, o verdadeiro significado da advert\u00eancia era que n\u00e3o se deve fazer o bem contando com a retribui\u00e7\u00e3o do beneficiado, mas pelo \u00fanico prazer de fazer o bem. E com o termo festa, mais que um evento festivo propriamente dito, Jesus se refere \u00e0 participa\u00e7\u00e3o (em qualquer n\u00edvel) dos menos afortunados na abund\u00e2ncia dos que possuem bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o literal da palavra do Mestre. Sem necessariamente recrutar cegos e estropiados, todos podem praticar a caridade convidando para a sua mesa parentes e amigos menos felizes (quem n\u00e3o os t\u00eam entre os seus?). \u00c9 uma forma de lhes prestar atendimento sem ostenta\u00e7\u00e3o, por pura benevol\u00eancia, disfar\u00e7ando o benef\u00edcio com sincera cordialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais dif\u00edcil, no entanto, que a caridade em esp\u00e9cie, \u00e9 a caridade moral. Ela nada custa materialmente, mas exige ren\u00fancia e disciplina. Consiste em nos suportarmos uns aos outros: calar para deixar falar um mais tolo; ser surdo quando uma palavra de zombaria escapa de uma boca habituada a escarnecer; ignorar o sorriso de desprezo dos que se creem superiores a n\u00f3s. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em que o m\u00e9rito n\u00e3o \u00e9 da humildade, mas da caridade moral que deixa de anotar os erros dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando os benef\u00edcios s\u00e3o pagos com a ingratid\u00e3o ou o esquecimento? Ser\u00e1 motivo para deixar de fazer o bem? Evidentemente, n\u00e3o; o bem deve ser sempre desinteressado. Esperar reconhecimento revela mais ego\u00edsmo que caridade. E comprazer-se na humildade do beneficiado que manifesta seu reconhecimento \u00e9 prova de orgulho. Aquele que procura na Terra a recompensa do bem que fez n\u00e3o a receber\u00e1 no c\u00e9u; mas Deus levar\u00e1 em considera\u00e7\u00e3o aquele que perseverar no bem apesar da ingratid\u00e3o e do esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Allan Kardec, no cap. XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, esclarece-nos o sentido aleg\u00f3rico contido no texto evang\u00e9lico. Diz-nos que o fundo do pensamento est\u00e1 em considerar os pobres e os estropiados como aquelas pessoas que n\u00e3o poder\u00e3o retribuir, ou seja, devemos fazer o bem pelo bem, sem outra expectativa de recompensa. Ainda: explica-nos que por festins devemos entender, n\u00e3o o repasto propriamente dito, mas a participa\u00e7\u00e3o na abund\u00e2ncia de que desfrutamos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Os pobres e os estropiados&#8221;<\/em>, na concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica, exorta-nos \u00e0 reflex\u00e3o. At\u00e9 que ponto estamos dando aten\u00e7\u00e3o aos poderosos, aos bem-ajustados na sociedade, em detrimento dos mais necessitados? Dessa forma, parece-nos que a t\u00f4nica desse ensinamento \u00e9 que saibamos renunciar ao nosso comodismo, a fim de auxiliar aos mais carentes, pondo em pr\u00e1tica a m\u00e1xima:<em> &#8220;n\u00e3o s\u00e3o os s\u00e3os os que precisam de m\u00e9dico, mas os enfermos&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como muitos n\u00e3o escutaram e at\u00e9 hoje n\u00e3o escutam tais chamamentos \u00e0 reforma \u00edntima, e a humanidade tem de progredir sempre na dire\u00e7\u00e3o dos mundos mais felizes, a dor, por vezes, \u00e9 o \u00fanico caminho a impulsion\u00e1-los para frente.<\/p>\n\n\n\n<p>O momento \u00e9 de dor. Crises econ\u00f4mico-financeiras, sociais, culturais, pandemias, guerras fratricidas e religiosas em v\u00e1rios pontos do globo, numa mostra de desamor, da incompreens\u00e3o e do desrespeito aos direitos b\u00e1sicos \u00e0 sobreviv\u00eancia das pessoas, sendo a causa principal o ego\u00edsmo e o orgulho; as duas maiores chagas da humanidade, ainda muito plasmadas em cada indiv\u00edduo, comprometendo a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade terrena. E como as for\u00e7as diretoras do Universo n\u00e3o podem esperar indefinidamente pela boa vontade das criaturas humanas, transforma-os pela dor, fazendo com que busquem o al\u00edvio na mensagem do Cristo, nas mais variadas manifesta\u00e7\u00f5es religiosas. E ainda existe um grave problema: doutrinas equivocadas, ou mal interpretadas pelos seus condutores, t\u00eam levado seus seguidores a desencantos mais terr\u00edveis ainda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 exatamente nesse momento aflitivo que o Consolador Prometido, o Espiritismo, vem dar a esperan\u00e7a no futuro, renovando o chamamento de Jesus:<em> \u201cOh! Vinde a mim todos v\u00f3s que estais cansados e aflitos e eu vos consolarei&#8230;!\u201d<\/em>. Procuremos estar atentos ao grave momento da atualidade, permanecendo fortes em nossa convic\u00e7\u00e3o, pautada na f\u00e9 racional que o Espiritismo nos d\u00e1 e, por pior que sejam os dias, confiemos em Deus e sigamos em frente sempre&#8230;!<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos o bem pelo bem. Essa \u00e9 a \u00fanica f\u00f3rmula capaz de dar-nos tranquilidade neste mundo de provas e de expia\u00e7\u00f5es em que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Compilado por <strong>Toninho Tavares<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:4px\">2-81.DOC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Convidar os pobres e os estropiados. 7.&nbsp;Disse tamb\u00e9m \u00e0quele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, n\u00e3o convideis nem os vossos amigos,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[54,57,53,51,56,45,85,44,50,46,59,48,60,52,81,43,86,58,47,49,84],"class_list":["post-654","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-estudando-o-evangelho","tag-amigos","tag-cegos","tag-ceia","tag-convidar","tag-coxos","tag-direita","tag-enfermos","tag-esquerda","tag-estropiados","tag-faz","tag-feliz","tag-festa","tag-festim","tag-jantar","tag-lucas","tag-mao","tag-medicos","tag-mesa","tag-pao","tag-pobres","tag-toninho-tavares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=654"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":657,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions\/657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}