{"id":637,"date":"2021-10-06T00:01:32","date_gmt":"2021-10-06T03:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/?p=637"},"modified":"2021-10-06T01:21:23","modified_gmt":"2021-10-06T04:21:23","slug":"capitulo-xix-a-fe-que-transporta-montanhas-itens-de-1-a-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nucleopaf.com.br\/?p=637","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo XIX &#8211; A f\u00e9 que transporta montanhas &#8211; Itens de 1 a 5."},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O poder da f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.<\/strong><em> Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lan\u00e7ando-se de joelhos a seus p\u00e9s, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que \u00e9 lun\u00e1tico e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na \u00e1gua. Apresentei-o aos teus disc\u00edpulos, mas eles n\u00e3o o puderam curar. \u2013 Jesus respondeu, dizendo: \u00d3 ra\u00e7a incr\u00e9dula e depravada, at\u00e9 quando estarei convosco? At\u00e9 quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. \u2013 E tendo Jesus amea\u00e7ado o dem\u00f4nio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou s\u00e3o. \u2013 Os disc\u00edpulos vieram ent\u00e3o ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que n\u00e3o pudemos n\u00f3s outros expulsar esse dem\u00f4nio? \u2013 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da&nbsp;vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tiv\u00e9sseis a f\u00e9 do tamanho de um gr\u00e3o de mostarda, dir\u00edeis a esta montanha: Transporta-te da\u00ed para ali e ela se transportaria, e nada vos seria imposs\u00edvel.<\/em>(S. MATEUS, 17:14 a 20.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.&nbsp;<\/strong>No sentido pr\u00f3prio, \u00e9 certo que a confian\u00e7a nas suas pr\u00f3prias for\u00e7as torna o homem capaz de executar coisas materiais, que n\u00e3o consegue fazer quem duvida de si. Aqui, por\u00e9m, unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a f\u00e9 desloca s\u00e3o as dificuldades, as resist\u00eancias, a m\u00e1 vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o ego\u00edsmo, a cegueira do fanatismo e as paix\u00f5es orgulhosas s\u00e3o outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A f\u00e9 robusta d\u00e1 a perseveran\u00e7a, a energia e os recursos que fazem se ven\u00e7am os obst\u00e1culos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da f\u00e9 vacilante resultam a incerteza e a hesita\u00e7\u00e3o de que se aproveitam os advers\u00e1rios que se t\u00eam de combater; essa f\u00e9 n\u00e3o procura os meios de vencer, porque n\u00e3o acredita que possa vencer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong><strong>3.&nbsp;<\/strong>Noutra acep\u00e7\u00e3o, entende-se como f\u00e9 a confian\u00e7a que setem na realiza\u00e7\u00e3o de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela d\u00e1 uma esp\u00e9cie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcan\u00e7ar e os meios de chegar l\u00e1, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta seguran\u00e7a. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e9 sincera e verdadeira \u00e9 sempre calma; faculta a paci\u00eancia que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na intelig\u00eancia e na compreens\u00e3o das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A f\u00e9 vacilante sente a sua pr\u00f3pria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a viol\u00eancia, a for\u00e7a que lhe falece. A calma na luta \u00e9 sempre um sinal de for\u00e7a e de confian\u00e7a; a viol\u00eancia, ao contr\u00e1rio, denota fraqueza e d\u00favida de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong><strong>4.&nbsp;<\/strong>Cumpre n\u00e3o confundir a f\u00e9 com a presun\u00e7\u00e3o. A verdadeira f\u00e9 se conjuga \u00e0 humildade; aquele que a possui deposita mais confian\u00e7a em Deus do que em si pr\u00f3prio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa raz\u00e3o \u00e9 que os bons Esp\u00edritos lhe v\u00eam em aux\u00edlio. A presun\u00e7\u00e3o \u00e9 menos f\u00e9 do que orgulho, e o orgulho \u00e9 sempre castigado, cedo ou tarde, pela decep\u00e7\u00e3o e pelos malogros que lhe s\u00e3o infligidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.<\/strong>&nbsp;O poder da f\u00e9 se demonstra, de modo direto e especial, na a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica; por seu interm\u00e9dio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe d\u00e1 uma impuls\u00e3o por assim dizer irresist\u00edvel. Da\u00ed decorre que aquele que a um grande poder flu\u00eddico normal junta ardente f\u00e9, pode, s\u00f3 pela for\u00e7a da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fen\u00f4menos de cura e outros, tidos antigamente por prod\u00edgios, mas que n\u00e3o passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus ap\u00f3stolos: se n\u00e3o o curastes, foi porque n\u00e3o t\u00ednheis f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTUDO A RESPEITO DO TEXTO: Cap\u00edtulo XIX &#8211; A f\u00e9 que transporta montanhas &#8211; Itens de 1 a 5<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e9, que remove as montanhas das imperfei\u00e7\u00f5es humanas, que estimula o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, que d\u00e1, aqui mesmo, na Terra, prazeres e alegrias insubstitu\u00edveis, \u00e9 a que confia em Deus, acima da confian\u00e7a que tem em si, porque sabe que tudo vem d\u2019Ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a confian\u00e7a nas suas capacidades espirituais vem da confian\u00e7a que deposita no Ser Supremo e nas Suas leis f\u00edsicas e morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, desenvolve a humildade, que o leva a considerar-se igual a todos nas possibilidades, n\u00e3o se colocando acima de ningu\u00e9m, porque sabe que todos s\u00e3o filhos de um mesmo Pai, em processo evolutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o da falta de f\u00e9 reinante em todos os n\u00edveis da vida \u00e9 um fato de observa\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para qualquer pessoa que se preocupe com o estado atual da humanidade. Falamos n\u00e3o somente da f\u00e9 divina, mas tamb\u00e9m da f\u00e9 humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou-se a um tal estado de des\u00e2nimo, de pessimismo, de descren\u00e7a das potencialidades da criatura humana, que a maior parte das pessoas n\u00e3o acredita em si pr\u00f3pria. Surgem d\u00favidas quanto \u00e0 efic\u00e1cia da bondade e caridade face ao dom\u00ednio das trevas; qual a utilidade da labuta di\u00e1ria, tantas vezes feita de ren\u00fancias e sacrif\u00edcios, quando o futuro se apresenta sombrio e inating\u00edvel, devido em grande parte \u00e0s ideias divulgadas pelos profetas da desgra\u00e7a, que se comprazem em baixar o n\u00edvel moral e mental de todos os que deles se aproximam; que gosto ou est\u00edmulo d\u00e1 a observa\u00e7\u00e3o di\u00e1ria dos notici\u00e1rios do mundo que s\u00f3 apresentam desgra\u00e7as, crimes, viol\u00eancias, sem que as not\u00edcias boas compensem as m\u00e1s (n\u00e3o se faz aqui a apologia de ignorar o estado do mundo s\u00f3 porque ele \u00e9 desagrad\u00e1vel, mas a simples verifica\u00e7\u00e3o de que o que vende mais \u00e9 a not\u00edcia triste e macabra).<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos, \u00e9 certo, no \u201cfim dos tempos\u201d preditos por Jesus e por todos os profetas antes e depois dele. Mas, reconhecer isso \u00e9 sin\u00f3nimo de cruzar os bra\u00e7os e desanimar? N\u00e3o! Definitivamente n\u00e3o. \u00c9 agora que nos cumpre trabalhar mais e melhor, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para levantar a moral da humanidade. E a\u00ed cabe um importante papel ao espiritismo como Consolador prometido e ao movimento esp\u00edrita em particular. \u00c9 agora o momento ideal para informar as pessoas, n\u00e3o que chegou o \u201cfim dos tempos\u201d, mas que se avizinha uma nova era que est\u00e1 ao nosso alcance e em que todos somos chamados a colaborar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mudar este estado de coisas \u00e9 preciso que o ser humano tenha f\u00e9 em si pr\u00f3prio. Qualificando a f\u00e9 como o sentimento inato no homem sobre a sua vida, vemos que ela n\u00e3o se imp\u00f5e, mas que todos podem adquiri-la em maior ou menor propor\u00e7\u00e3o, desde que se mentalizem capazes de uma vontade de querer e acreditem que essa vontade pode realizar-se. Era isto que Jesus referia ao dizer aos ap\u00f3stolos: <em>\u201cGente de pouca f\u00e9, porque na verdade vos digo que se tiverdes f\u00e9 como um gr\u00e3o de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acol\u00e1; e ele h\u00e1 de passar, e nada vos ser\u00e1 imposs\u00edvel&#8221;<\/em> (Mateus, XVII, 14-19).<\/p>\n\n\n\n<p>Todos temos que acreditar nas nossas pr\u00f3prias for\u00e7as para vencer as dificuldades, para \u201cmover as montanhas\u201d da indiferen\u00e7a, da ang\u00fastia, da m\u00e1 vontade, da rotina, das paix\u00f5es inferiores. A f\u00e9 traz-nos paci\u00eancia, calma e o discernimento necess\u00e1rio para enfrentar o futuro, por mais incerto que se apresente. Esta \u00e9 a f\u00e9 humana de que precisa toda a criatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a esta juntarmos a f\u00e9 divina, que \u00e9 a alavanca do progresso da humanidade, chegaremos \u00e0 f\u00e9 que realiza milagres. Atualmente acreditar em milagres n\u00e3o faz mais sentido, desde que a ci\u00eancia, principalmente o magnetismo, tem vindo a explicar as leis naturais por que se regem esses fatos prodigiosos. Tamb\u00e9m a\u00ed \u00e9 ainda a f\u00e9 que, aliada \u00e0 a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, age sobre o fluido que \u00e9 agente universal, princ\u00edpio e causa de todas as coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem melhor que Allan Kardec estudou esses fen\u00f4menos do magnetismo e que o levaram a concluir: \u201c<em>Eis porque as pessoas que aliam uma f\u00e9 ardente a uma grande pot\u00eancia flu\u00eddica normal podem, pela simples vontade dirigida para o bem, operar esses fen\u00f4menos estranhos de cura que antigamente eram considerados prod\u00edgios, quando s\u00e3o apenas a consequ\u00eancia de uma lei natural&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desde que se conhe\u00e7a as leis naturais que regem todos os atos da vida, explicando e compreendendo-os, deixa de haver milagres, porque os fatos, como tal qualificados hoje ter\u00e3o a sua explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica na ci\u00eancia de amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e9 \u00e9 humana e divina. Se todas as pessoas tivessem consci\u00eancia da for\u00e7a que trazem em si mesmas e se estivessem dispostas a colocar a sua vontade ao servi\u00e7o dessa for\u00e7a, seriam capazes de operar prod\u00edgios que mais n\u00e3o s\u00e3o que o desenvolvimento harm\u00f4nico e equilibrado das faculdades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer ser humano que esteja disposto a agir, trabalhando com vontade s\u00e9ria para o bem dos outros, ser\u00e1 sempre secundado e ajudado pelos bons esp\u00edritos que se preocupam com o destino da humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Jesus disse aos seus disc\u00edpulos, que lhe perguntaram porque eles n\u00e3o conseguiram libertar o jovem lun\u00e1tico da obsess\u00e3o: <em>\u201cPor causa da vossa pouca f\u00e9\u201d<\/em>, estava se referindo ao poder da f\u00e9 nas a\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito imortal, onde estiver.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles estavam com Jesus, conviviam com ele, recebiam mais esclarecimentos do que os dados aos demais, no entanto, ainda n\u00e3o possu\u00edam a f\u00e9 necess\u00e1ria para remover obst\u00e1culos mais dif\u00edceis, o que aconteceu mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus libertou o lun\u00e1tico pela simples imposi\u00e7\u00e3o amorosa de suas m\u00e3os, aben\u00e7oando-o e liberou o obsessor de sua m\u00e1 a\u00e7\u00e3o, que deve ter sido amparado pelos Esp\u00edritos protetores dos homens na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Compilado por <strong>Toninho Tavares<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:4px\">1-81.doc<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder da f\u00e9. 1. 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